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Um jeito de chegar perto: encontro entre pulga e urso ensina a importância da comunicação

Livro infantil mostra que nem sempre acertamos quando nos aproximamos do outro, especialmente quando ele é diferente

setembro de 2014
Gláucia Leal
Divulgação

Às vezes, tudo que a gente quer é arranjar companhia, chegar perto de alguém, puxar conversa. Na teoria pode até parecer fácil, mas todo mundo que já tentou sabe que na prática não é tão assim. Na hora de se aproximar, às vezes a gente erra a mão. Foi o que aconteceu com uma pulga – tão pequena que a gente mal enxerga na página do livro –  que queria fazer amizade com um urso marrom, em O urso pulguento, escrito e ilustrado pelo australiano Nick Bland, lançado pela Brinque-Book.

O simpático peludo lia seu livro de capa vermelha, sossegadamente sentado num tronco, quando a pulguinha tentou dizer “olá” – mas ele não deu bola para o cumprimento. A bem da verdade, as diferenças entre os dois – a começar pelo tamanho – não ajudaram muito na comunicação, pelo contrário. E em defesa do urso é preciso que se diga que voz de pulga deve ser baixinha feito ela mesma e é provável que o grandão não tenha nem ouvido. Ela, então, fez o que as pulgas sabem fazer de melhor: picou, picou e picou o urso, até ele perceber que ela estava por ali e queria fazer contato.

Mas como ser mordido não é nada agradável, o urso fez de tudo para se defender: gritou, pulou, rolou barranco abaixo, se atirou na água e até jogou a pulga para bem longe dele – mas nada de conversar com ela. No meio do mar, os dois ficaram sozinhos, de novo sem ter com quem falar, até que em dado momento se deram conta de que poderia haver formas mais delicadas de se conviver – sem picadas, sem se fechar no próprio mundo. Às vezes funciona.

O urso pulguento. Nick Bland. Brinque-Book, 2014. 24 págs. R$ 26,90.

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