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Livro discute como processos não conscientes organizam nosso pensamento

Em O animal social é retomada a ideia de que nem sempre (ou quase nunca) o homem é movido pela razão

julho de 2014
Divulgação
O Iluminismo foi uma corrente filosófica, que surgiu no século 18 e defendia o uso da razão como melhor caminho para alcançar a liberdade. Para os iluministas, a natureza humana devia ser investigada da perspectiva racional, em oposição à visão religiosa que marcou a Europa medieval nos séculos anteriores. No final do século 19, porém, as teorias de Sigmund Freud escandalizaram a comunidade científica ao considerar que nem sempre (ou quase nunca) o homem é movido pela razão – na verdade, há todo um emaranhado inconsciente influenciando ações e pensamentos.

Em O animal social, David Brooks, colunista do The New York Times, retoma ideias freudianas e reúne estudos neurocientíficos para mostrar como processos mentais inacessíveis à consciência organizam nosso pensamento, moldam julgamentos e estão subjacentes a muitas das habilidades de que necessitamos para sobreviver. Em linguagem acessível ao público geral, Brooks acompanha a vida de dois personagens, Harold e Erica, do nascimento à velhice. O autor descreve situações de tomada de decisão que esses personagens enfrentam ao longo da vida para mostrar que predisposição genética e estímulos ambientais (estrutura familiar e padrões culturais, por exemplo) interagem a todo instante, determinando as experiências individuais que serão decisivas para alcançar o que a sociedade chama de sucesso.

O animal social. David Brooks. Objetiva, 2014. 488 págs. R$ 49,90.

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