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Livro traz informações úteis para casais com dificuldade de engravidar

Resultado da pesquisa de doutorado da psicóloga Liliana Seger, da USP, Cadê você, bebê? pode ajudar a amenizar a ansiedade 

abril de 2015
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Muitos que desejam ter filhos, mas não conseguem tão rápido quanto gostariam ou da maneira como sonham, não se sentem à vontade para conversar sobre o assunto e compartilhar as frustrações. Isso motivou a psicóloga Liliana Seger, do Instituto de Psiquiatria (IPQ) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a escrever o livro Cadê você, bebê?, lançado pela editora Segmento Farma, que aborda questões dolorosas sobre esse período e oferece dicas e informações úteis para ajudar a amenizar a ansiedade.

Durante a pesquisa do doutorado, Liliana decidiu colher depoimento de quem enfrentava o problema e observou que o processo envolve alta carga de ansiedade que, não raro, é agravada pela falta de informação sobre gravidez e infertilidade. “O que está acontecendo?”, “Por que comigo?” são perguntas frequentes, segundo a pesquisadora. “A culpa, a raiva, o sentimento de ser ‘menos homem’ ou ‘menos mulher’, a procura de vários médicos, a sensação de ser diferente de todo o mundo, tendem a debilitar emocionalmente”, diz.

De acordo com a autora, muitos casais são aconselhados por amigos e mesmo médicos a direcionar a atenção para outros aspectos da vida. Surgem sugestões como adotar um cão ou até uma criança para reduzir o estresse – recomendações que, aponta Liliana, podem trazer efeitos bastante negativos. “Adoção não é um vale-brinde para engravidar. Se você adotar um filho, ele é o seu. Obviamente, a ansiedade pode causar alterações hormonais importantes, mas não se trata só de parar de se preocupar”, esclarece.

Em linguagem acessível, a obra é voltada principalmente para o público leigo, que em geral desconhece os tratamentos ou não pode custear uma psicoterapia. “Minha ideia é que o livro possa oferecer algum conforto para essas pessoas, ajudá-las a acalmar as angústias e a perceber que outros também passam por situações semelhantes.”

 

Com informações da Agência USP de Notícias

 

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