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Livros para ouvir e tocar

Voluntários se dedicam à transcrição de títulos para formato digital acessível a deficientes visuais

agosto de 2007
Graziela Costa Pinto
Crianças e adolescentes cegos ou com visão bastante comprometida já podem ter acesso a grandes obras da literatura brasileira como Reinações de Narizinho e Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, e best-sellers estrangeiros, entre eles os seis volumes das aventuras do bruxinho Harry Potter, de J. K. Rowling. Os livros estão mais acessíveis graças à crescente produção de títulos em braile e tipologia ampliada, áudio e formato digital da producão realizada pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo. Só em 2006 foram cerca de 30 milhões de páginas impressas de obras didáticas e literárias, distribuídas gratuitamente a mais de 1.650 organizações, entre escolas, universidades e pessoas que, individualmente, solicitaram esse material.

No campo didático, estão disponíveis obras de alfabetização para ensino fundamental e médio. Estudantes universitários, professores e profissionais com deficiência visual também podem se beneficiar de títulos técnicos. O mais recente lançamento é o Michaellis - Dicionário prático da língua portuguesa em formato digital acessível, integralmente transcrito por voluntários da instituição como paginadores, revisores, narradores de livros e revistas faladas e profissionais de informática. A fundação, que ainda conta com uma biblioteca circulante gratuita com mais de 500 livros falados e digitais em diversos formatos, foi criada em 1946 com o objetivo de promover inclusão sociocultural de pessoas com deficiência visual e suas famílias por meio do suprimento de livros em braille e de ações educativas. A instituição também oferece atendimento clínico, programas de reabilitação e integração profissional. (por Graziela Costa Pinto)

Informações: www.fundacaodorina.org.br. Tel.: (11) 5087-0999.