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Longevidade e qualidade de vida

Livro discute a validade dos esforços da medicina para prolongar a existência quando já não há possibilidade de autonomia nem de bem-estar

novembro de 2015
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Os avanços da medicina nas últimas décadas proporcionaram um nítido aumento da expectativa de vida. Mas até que ponto a longevidade faz sentido quando não há mais qualidade de vida? Essa questão é discutida em Mortais. O médico Atul Gawande, professor da Universidade Harvard, relata histórias comoventes, tanto de pacientes quanto da própria família, que levam o leitor a refletir sobre a validade dos esforços da medicina para prolongar a vida quando já não há possibilidade de autonomia nem de bem-estar. O autor analisa os limites da ciência e questiona o pensamento médico que quer garantir a sobrevivência a qualquer custo. Destaca ainda que o envelhecimento é pouco discutido nas faculdades e no meio médico, de forma que os profissionais são geralmente pouco capacitados para lidar com a noção de finitude.

Mortais.
Atul Gawande.
Objetiva, 2015.
264 págs.
R$ 29,90.

Esta nota foi publicada originalmente na edição de novembro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1Hug1BN

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