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Maioria acha que mulheres bonitas são do bem

Tendemos a atribuir valores morais mais positivos às pessoas que achamos atraentes

janeiro de 2013
Deborah Kolb/Shutterstock
Na maior parte dos contos clássicos, as heroínas são cheias de virtudes e, principalmente, jovens e atraentes, perfeitas para seduzir príncipes e despertar a inveja em bruxas e madrastas. Amplamente divulgado pela indústria cultural, o estereótipo de que “o que é bonito é bom” está arraigado em nosso inconsciente e influencia nossos julgamentos. Pelo menos é o que afirma um estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém: depois de ver vídeos nos quais mulheres desconhecidas liam a previsão do tempo, voluntários tenderam a atribuir traços de personalidade e valores morais mais positivos às que achavam mais atraentes.

A pesquisadora Lihi Segal-Caspi e seus colegas recrutaram 118 universitários e os dividiram como “alvos” e “juízes”. O primeiro grupo respondeu a um questionário que avaliava sua personalidade e, em seguida, cada um deles gravou um vídeo no qual entrava em uma sala, olhando para a câmera, e lia em voz alta um texto sobre o clima. Depois, o segundo grupo assistiu às cenas e opinou sobre as pessoas que viu. De acordo com Lihi, os homens “juízes” conferiram às mulheres “alvo” características consideradas mais desejáveis, como sociabilidade, amabilidade e responsabilidade. “O mais interessante é que também as consideraram mais propensas a apresentar valores morais, como tolerância, independência e respeito”, diz Lihi. No entanto, como a pesquisadora relatou na Psychological Science, o julgamento não correspondeu à realidade: as respostas dos questionários mostraram que voluntárias consideradas belas tendiam mais ao egoísmo, à autopromoção e à conformidade.