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Maioria das pesquisas sobre desenvolvimento infantil não considera influência paterna

Pesquisadores encontraram apenas 199 artigos científicos que relacionam presença do pai e formação psíquica da criança

agosto de 2014
Pesquisadores da Universidade Yale e do Instituto Paternidade de Londres avaliaram publicações acadêmicas de todo o mundo e encontraram apenas 199 estudos científicos sobre evidências da importância da presença paterna no grupo familiar. Embora o pai seja extremamente importante no desenvolvimento dos pequenos, a maioria das pesquisas confere as influências sobre o psiquismo da criança quase que exclusivamente à mãe, apontam.

Segundo a antropóloga médica Catherine Panter-Brick, autora do estudo, é fundamental avaliar preconceitos implícitos e explícitos em relação ao papel dos homens na criação dos filhos. Segundo ela, ideias equivocadas podem interferir de maneira negativa nas pesquisas e no desenvolvimento de intervenções parentais.

“Não há dúvidas de que o cuidado com as crianças depende de ambos os pais”, argumenta Catherine em artigo publicado no The Journal of Child Psychology and Psychiatry. Ela defende que é preciso mudar a mentalidade não só da sociedade como um todo, mas também da comunidade científica, que não deve “acreditar-se imune ao preconceito”. “Considerar o homem é essencial nas pesquisas. Sua presença provoca efeitos profundos sobre os filhos”, diz.

Saiba mais sobre o tema no artigo “Cadê o papai?”, publicado na Mente e Cérebro n° 259. Na Loja Segmento.

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