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Máquinas de sinestesia

Bienal Emoção Art.ficial 6.0 usa tecnologia para estimular os sentidos; instalação mapeia traços do rosto do espectador e os transforma em música

julho de 2012
© DIVULGAÇÃO
Pensar (2007)
A escultura robótica Música facial move-se em direção ao calor corporal das pessoas, captura imagens de suas feições e as submete a um software que as traduz em uma sequência de notas musicais e ritmos, compondo uma sinfonia única a partir de um rosto. Criada pelo artista multimídia Ken Rinaldo, a estrutura é uma das dez obras da sexta e última edição da bienal de arte tecnológica Emoção Art.ficial 6.0, em São Paulo.

Segundo o curador da exposição, Marcos Cuzziol, o público já se apropriou da tecnologia e assimila com mais naturalidade seu uso na arte, o que não ocorria há dez anos, quando a mostra foi exibida pela primeira vez. “A surpresa está em ver outras fi nalidades para algo que hoje é corriqueiro”, diz o curador sobre as instalações que ocupam as salas do Itaú Cultural, como Fala (2012), criada pelos brasileiros Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti: um microfone conectado a 40 celulares programados para reconhecer vocábulos em inglês, espanhol, francês, português, russo e polonês. As palavras ditas pelos visitantes são captadas e devolvidas em várias línguas pelos telefones. O espectador presencia e participa de uma conversa de máquinas, que soa ao mesmo tempo estranha e familiar.

A comunicação facilitada (e também distorcida) pelos recursos tecnológicos é tema da obra Pensar, um painel que projeta em balões de histórias em quadrinhos textos digitados pelos visitantes em teclados ligados à tela – um ambiente lúdico e interativo onde pensamentos são compartilhados.

Emoção Art.ficial 6.0. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, Bela Vista, São Paulo. Grátis. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado e domingo, das 11h às 20h. Informações: (11) 2168-1776. Até 29 de julho.