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Marcadores genéticos do pânico

novembro de 2005
Pesquisadores da Universidade Columbia estudam genes de animais que sofrem de pânico e buscam material genético similar em pessoas com graus variados do problema.

Milhões de pessoas no mundo sofrem ataques de pânico, caracterizados por temor súbito acompanhado de batimento cardíaco acelerado, náusea, tremor, entorpecimento, suores ou respiração ofegante. Muitos acabam no pronto-socorro, acreditando tratar-se de enfarte. Além disso, um terço dos pacientes que, com dor no peito atípica, consultam um cardiologista, sofre na verdade de síndrome do pânico não diagnosticada. Atualmente os cientistas tentam identificar marcadores genéticos que ajudem a prever quem tem tendência à síndrome.

Para tanto, pesquisadores da Universidade Columbia seguem a pista dos genes de animais que sofrem de pânico e buscam genes parecidos nas pessoas com graus variados do problema. Testes recentes com animais apontaram para pontos interessantes, chamados hot spots, em diversos cromossomos. Sua localização levou Myrna Weissman e Eric R. Kandel a procurar marcadores genéticos em voluntários. Outros pesquisadores relacionaram os genes COMT e o Adora2A ao transtorno do pânico em humanos, mas dezenas de genes podem estar envolvidos. Pessoas que têm parentes próximos com pânico correm risco cinco vezes maior. O conhecimento dos genes ajudará a desvendar as causas bioquímicas da síndrome e auxiliará no diagnóstico. Atualmente, uma vítima em média vai a dez médicos antes de obter o diagnóstico correto.