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24 de novembro de 2006
Marcas psíquicas do seqüestro
 
Vítimas da violência: seqüestro-relâmpago é tão traumático quanto o de cativeiro
O trauma psíquico das vítimas de seqüestro-relâmpago e de cativeiro é o mesmo. Essa é uma das conclusões da tese de doutorado defendida em novembro pelo psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC). Trata-se da primeira pesquisa brasileira a investigar a magnitude do transtorno de stress pós-traumátuco em vítimas desse delito, ainda pouco estudado do ponto de vista clínico. "Nosso objetivo foi mostrar que o seqüestro é um crime perverso que produz distúrbios graves", diz Ferreira-Santos, coordenador do Grupo Operativo de Resgate da Integridade Psíquica (Gorip) do HC. Segundo ele, o incidente rompe mecanismos de defesa e adaptação das vítimas, o que faz aflorar pequenos traumas até então latentes, que se somam ao atual e o tornam ainda pior e muito mais complexo.
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