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Médicos e pacientes precisam conversar mais

Estudos revelam que boa relação entre ambos faz diferença na satisfação dos doentes e na recuperação em alguns casos

abril de 2007
Marcin Balcerzak/123RF
A boa relação entre médicos e pacientes faz a diferença não apenas nos índices de satisfação dos últimos, mas também em alguns indicadores de saúde: a dor de cabeça crônica e os estados de humor melhoram e a glicemia de diabéticos e a pressão arterial de hipertensos, diminuem.

Essa é a conclusão é de uma revisão sistemática de estudos publicados nas últimas quatro décadas, publicada na edição de abril da Medical Care, revista da Associação Americana de Saúde Pública.

“Aprendemos muito com a análise desses 36 estudos. Os que investigavam a não-adesão às instruções médicas, por exemplo, tinham foco mais no comportamento inadequado do paciente do que na clareza das informações fornecidas pelos médicos. Eles quase sempre partem do pressuposto que o paciente entende tudo”, explica o sociólogo Richard Frankel, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana.

Segundo ele, os profissionais não têm o hábito de checar se suas instruções foram bem compreendidas. Segundo os estudos analisados, a plena compreensão ocorre em apenas 1,5% das consultas.

“É extremamente importante que o paciente seja encorajado a esclarecer dúvidas com o médico. E este deveria ser mais bem treinado para evitar desentendimentos entre o que o paciente precisa e o que o clínico acha que ele precisa”, conclui o pesquisador.