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As civilizações e seus temores

Lançamento da Editora Fap-Unifesp discute as causas e consequências dos medos sociais

setembro de 2013
Divulgação
As doenças e os medos sociais. Yara Nogueira Monteiro e Maria Luiza Tucci Carneiro (orgs.). Editora Fap-Unifesp, 2013. 432 págs., R$ 60,00.
“Podem civilizações morrer de medo, tal como pessoas isoladas?”, questionam Yara Nogueira Monteiro e Maria Luiza Tucci de Carneiro, citando o historiador Jean Delumeau, no prefácio de As doenças e os medos sociais. A questão parece permear as reflexões presentes na obra, composta por artigos de diversos autores e organizadas por Yara e Maria Luiza em quatro partes que ajudam a elaborar um panorama científico, sanitário e social dos últimos 150 anos. Um dos casos recorrentes citados ao longo da obra é o da gripe espanhola. A doença matou milhões de pessoas durante o começo do século 20 e gerou pânico no Brasil. Com queda nas vendas por causa do caos social, os jornais recorreram ao sensacionalismo, noticiando casos assustadores de contaminação pela influenza; a população, desinformada e temerosa, consumia esse conteúdo e espalhava boatos. Não raro ganhavam força as hipóteses que atribuíam a “culpa” da disseminação da doença a minorias, como negros e estrangeiros. Os textos convergem em um ponto importante: o conceito de doença e de doente remete a todo momento ao de exclusão.

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