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Mente e Cérebro promove seminário sobre sono

Pesquisadores e profissionais das áreas de neurociência, psicologia e psicanálise ministram palestras e participam de mesa-redonda no Rio de Janeiro e em São Paulo 

maio de 2013

Nunca dormimos tão pouco. Em São Paulo, por exemplo, o tempo médio de sono é de 6h30, uma hora a menos que há 40 anos. No entanto, nunca foi tão claro para a ciência que dormir é fundamental. Durante o sono, o cérebro libera hormônios que equilibram nosso corpo e consolida novas informações. Também há os sonhos – formações psíquicas que ajudam a elaborar vivências traumáticas e a encontrar soluções criativas para problemas difíceis. Esses e outros processos que ocorrem enquanto dormimos serão discutidos por pesquisadores e especialistas no primeiro seminário promovido pela revista Mente e Cérebro: “Anatomia do sono”, dia 18 de maio, no Rio de Janeiro, e dia 25, em São Paulo.

Serão quatro palestras, destinadas a profissionais e estudantes das áreas de psicologia, neurociência, psicanálise e medicina, além de público geral interessado. Os palestrantes são maiores pesquisadores do sono no Brasil, como o neurologista Rubens Reimão, coordenador do Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), que falará sobre avanços no tratamento de distúrbios do sono, como insônia e apneia.

COMO ESTAMOS DORMINDO?
No último século, nosso ritmo de sono sofreu uma influência sem precedentes – a da tecnologia, que coloca à nossa disposição uma série de estímulos (luz elétrica, TV, computadores) para o cérebro. Resultado: estamos indo para a cama cada vez mais tarde, o que terá consequências a longo prazo. Outro palestrante, o neurologista Nonato Rodrigues, professor da Universidade de Brasília (UnB), tratará do impacto que a diminuição progressiva das horas de sono terá nas próximas décadas.

Neurocientistas consideram, inclusive, que as mudanças dos padrões de sono poderão, no futuro, alterar o modo como sonhamos. Uma possibilidade é a generalização social do sonho lúcido, no qual a pessoa que sonha consegue assumir controle total ou parcial da narrativa onírica. O neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e colunista de Mente e Cérebro, discutirá a dinâmica evolutiva dos sonhos e a estreita relação entre a formação de memórias e as vivências oníricas.

O seminário fecha com uma mesa-redonda com todos os palestrantes, que debaterão sobre como dormir (e viver) melhor em uma sociedade que reconhece a importância do sono, mas que dorme cada vez menos. Informações sobre a programação em cada capital e inscrições em www.seminariomentecerebro.com.br.