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Mercantilização do sono

Em seu novo livro, 24/7 - capitalismo tardio e os fins do sono, Jonathan Crary, analisa o avanço do capitalismo sobe o campo do sono e suas influências na sociedade contemporânea 

março de 2017
Da redação
DIVULGAÇÃO

Os avanços da tecnologia estão tornando as fronteiras entre trabalho, lazer e descanso cada vez mais tênues. Existe a percepção de que a todo tempo podemos trabalhar, responder a e-mails, ler notícias que nunca param de chegar, interagir nas redes sociais. Para Jonathan Crary, autor de 24/7 – Capitalismo tardio e os fins do sono, a lógica do mundo não se prende mais a limites temporais e espaciais. E essa nova ordem traz impactos sobre o tempo e a qualidade do sono. Crítico de arte e professor da Universidade Columbia, Crary analisa os aspectos históricos, sociais e econômicos que, nas últimas décadas, têm influenciado a percepção de que o sono deve ser sacrificado e adaptado às demandas de trabalho e ofertas de diversão.

24/7 – Capitalismo tardio e os fins do sono

Jonathan Crary.

Ubu, 2016.

144 págs.

R$ 39,90

Para mais sugestões como esta adquira a edição de março de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2mXdzU7 

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