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Monogamia colaborou para a evolução do cérebro

Uniões estáveis e longas favoreceram o desenvolvimento da inteligência social e da cooperação, sugere estudo

fevereiro de 2015
Shutterstock
O amor romântico e a afinidade entre casais – formados tanto por pessoas do mesmo sexo ou oposto – foram aspectos fundamentais para o desenvolvimento do cérebro e das habilidades sociais ao longo das gerações, sugere artigo publicado na Perspectives in Psychological Science.

O autor principal, o psicólogo Garth Fletcher, da Universidade Victoria, na Nova Zelândia, e seus colegas argumentam que uniões estáveis e longas com somente um parceiro favoreceu a dedicação de nossos ancestrais à criação dos filhos, o que resultou no desenvolvimento de famílias extensas.

“A exposição a complexidades dessas relações pode ter colaborado para a evolução de habilidades mais sofisticadas, como inteligência social e cooperação, características encontradas nos humanos modernos”, acredita Fletcher, que embasa o artigo em referências a estudos de diferentes áreas do conhecimento que pesquisam a evolução. “A união com o objetivo de aumentar a prole e o apoio comunitário para ajudar a criar os pequenos ofereceram recursos para que o cérebro do hominídeo evoluísse e aumentasse”, diz. Os pesquisadores consideram também que esse padrão familiar estendeu o período de desenvolvimento da criança do nascimento até o início da idade adulta – muito além do verificado em nossos parentes filogenéticos mais próximos, os símios.