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Múltiplas formas de amor

Exposição no rio de janeiro traz a visão de 23 ícones da fotografia sobre o sentimento

 

março de 2014
Divulgação
“Amor não se define. Sente-se”, disse o pensador Sêneca sobre a impossibilidade de traduzir o sentimento em conceitos ou avaliá-lo em medidas. Sua multiplicidade é a proposta da exposição Amor, amor, amor, em cartaz no Rio de Janeiro: 61 imagens poéticas, 61 maneiras de amar, clicadas por alguns dos maiores nomes da fotografia contemporânea. 

As obras estão organizadas em uma sequência que começa com cenas mais cotidianas, como mães com seus bebês e idosos com seus cães, e passa por trabalhos mais ousados, ao menos para a época em que foram clicados, como carícias furtivas de casais em lugares públicos. Entre os autores, está Henri Cartier-Bresson, que completaria 100 anos em 2014. Considerado por muitos críticos o maior fotógrafo do século 20, é criador da teoria que chamou de instante decisivo – a foto surge quando o autor, em suas palavras, “alinha a cabeça, os olhos e o coração”. 

As últimas fotos ficam escondidas atrás de uma cortina com o aviso “Esta sala contém imagens que podem chocar” – é a polêmica série Take one and see Mt. Fujiyama (Tome uma e aprecie o Monte Fuji, em tradução livre), do americano Duane Michals. Tiradas na década de 70, as lisérgicas fotografias narram uma noite do artista em um hotel, na qual ele tomou um alucinógeno e fez um autoensaio erótico, junto com uma mulher que apareceu no quarto. Outro destaque é a série do japonês Nobuyoshi Araki, com alguns dos milhares registros que ele metodicamente fez da própria mulher entre os anos 70 e 80.


Amor, amor, amor. Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro. Quarta a segunda, de 9h às 21h. Informações: (21) 3808-2020. Grátis. Até 31 de março.