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Náufragos da existência

Exposição composta por fotografias de achados e fósseis retrata finitude

outubro de 2010
divulgação/fotógrafo orlando azevedo
Falar sobre a morte ajuda a elaborar a ideia da finitude e, ao mesmo tempo, provoca desconforto. Segundo Freud, a maioria de nós não crê na própria morte – já que não temos essa representação psíquica – e, inconscientemente, estamos convencidos da nossa imortalidade. Não por acaso, tantos artistas usam esse tema como pano de fundo para suas criações. É o caso do fotógrafo português Orlando Azevedo, que há mais de duas décadas recolhe objetos e restos de animais da praia. Esses resquícios que o mar devolve à terra foram ponto de partida para a produção de Marinhas – Arqueologia da morte, exposição composta por 33 fotografias de achados e fósseis. O artista apresenta seu olhar sobre o fim da vida – pelo menos na forma como a conhecemos. Aludindo à ideia de transitoriedade, a arqueologia de Azevedo fala de restos de um tempo que não volta mais. Para o fotógrafo, suas imagens são um mergulho na poética do ciclo de transformação. A mostra é itinerante e fica até o final de novembro no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Depois segue para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Portugal.