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Neurobiologia - Stress envelhece

Stress prolongado enfraquece o sistema imunológico e aumenta o risco de doenças cardíacas e de circulação

maio de 2005
O bebê chora, a filha agarra a barra da saia e a comida queima - para muitos pais, cenas assim são rotina. Mas é bom lembrar que as conseqüências para a saúde do excesso de tarefas em casa ou no trabalho durante um longo período são hoje cientificamente comprovadas.

Além de enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de doenças cardíacas e da circulação sangüínea, o stress prolongado acelera o envelhecimento - e não só em sua aparência externa, como descobriram os pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco.

O grupo liderado por Elissa Epel examinou, entre outras coisas, os glóbulos brancos de mães de crianças com doenças crônicas. Perceberam que o stress psicológico a que foram submetidas durante anos fazia com que o relógio da vida das células de defesa dessas mulheres andasse muito mais rápido.

O parâmetro de medida foi o comprimento dos chamados telômeros: capas protetoras dos cromossomos que encolhem a cada divisão celular até perder a função. Apesar de a enzima telomerase adicionar constantemente novo material genético aos cromossomos, também esse mecanismo se enferruja com o tempo.

De acordo com o comprimento dos telômeros, as células das mães estressadas - em comparação com as mães menos solicitadas - tinham envelhecido aproximadamente dez anos. E a telomerase estava claramente deficitária. Na opinião dos pesquisadores, as conseqüências do stress sobre o corpo devem-se, pelo menos parcialmente, a este fast forward bioquímico.