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09 de maio de 2007
Neurônios jovens se aproveitam dos mais velhos
As observações são de um estudo feito por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos que será publicado esta semana
 
Agência Fapesp
Neurônios recém-nascidos enviam filamentos (em verde) para procurar áreas pré-sinápticas (roxo)
Como crianças novas na vizinhança, neurônios recém-formados tentam avidamente se enturmar com o grupo local. Logo após o nascimento, as células seguem rapidamente para onde está o agito e passam a tentar se ligar com os neurônios maduros que compõem as conexões já estabelecidas.

Depois que os novatos crescem, ficam mais fortes e ousados e acabam expulsando os mais velhos. As observações são de um estudo feito por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos que será publicado esta semana na edição on-line da revista Nature Neuroscience.

“A adição de novos neurônios poderia ser um processo muito problemático caso células recém-nascidas se conectassem em qualquer lugar, mas se elas apenas substituem conexões preexistentes, a chance de erro é menor”, explicou Fred Gage, um dos autores do estudo.

Os neurônios estabelecem contatos por meio de estruturas chamadas sinapses. À medida que um sinal transmitido por uma ramificação nervosa chega a uma área de contato pré-sináptica, ele libera um impulso químico. Essas moléculas sinalizadoras viajam pela sinapse e induzem um sinal para a fibra nervosa receptora ou dendrito – parte do neurônio especializada na recepção de estímulos.
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