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No ritmo da inclusão social

O pedagogo Paul Lafontaine ensina bateria para adolescentes com síndrome de Down e paralisia cerebral

julho de 2012
© REPRODUCÃO
Estudos com neuroimagens mostram que a música ativa sistemas cerebrais relacionados à linguagem, à emoção e ao movimento. Batidas rítmicas e sons facilitam interações sociais, como marchar ou dançar juntos, influem no humor e estimulam a cognição. O pedagogo Paul Lafontaine apostou nas aulas de bateria para estimular a coordenação motora e a concentração dos 12 adolescentes com deficiência intelectual que participam do projeto Alma de batera (http://almadebatera.carbonmade.com/), na comunidade Monte Azul, na periferia de São Paulo.

As oficinas são semanais e os alunos se revezam nas duas baterias do professor, doadas por uma marca de instrumentos musicais. “A percussão ajuda a desenvolver a cognição e a intuição. Além disso, a sensação de tocar aumenta a autoestima”, diz o pedagogo, que cita o caso de uma aluna com paralisia cerebral que toca sem movimentar as pernas. “Os pais dela tentaram interessá-la por outros instrumentos, mas ela só queria aprender bateria”, conta. O projeto está inscrito no site de financiamento coletivo Movere.me – a meta é atingir 22 mil reais para capacitação de professores para jovens com deficiência no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Para ajudar a levar o prazer da música para mais adolescentes, basta clicar: www.movere.me/projetosdegaragem.