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24 de outubro de 2008
Novas configurações familiares
Tese defendida na USP de Ribeirão Preto analisou casos de adoção de crianças por casais homossexuais no interior de São Paulo. Os resultados mostram como, aos poucos, a sociedade vai se transformando para acomodar essas famílias
 
© lev radin/Shutterstock
(Da Agência USP de Notícias) – Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP mostra como a adoção de crianças por casais homossexuais está aos poucos transformando a sociedade, alterando a antiga idéia de que a família se forma apenas por laços consangüíneos, valorizando a importância dos vínculos afetivos. O estudo, de autoria da psicóloga Alana Batistuta Manzi com base em casos do no interior de São Paulo, investigou os conceitos de família e parentalidade dos casais, a atuação das autoridades do Judiciário e o pensamento das crianças envolvidas.

“Os profissionais relatam que tiveram de aprender a lidar com essa novidade e foram buscar informações, dados científicos, para fundamentar os pareceres e decisões frente a essa nova demanda. Já os casais apresentam um conceito de família baseado nas próprias vivências com suas famílias de origem”, conta Alana. “Mas todos entenderam que o grupo familiar vai muito além do vínculo biológico, de consangüinidade, e que ter uma família é uma aspiração legítima de todo ser humano, independentemente das diferenças individuais, pois está muito mais relacionado ao afetivo do que ao biológico.”
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