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Assumir novos desafios ajuda a reduzir perdas cognitivas

Comportamento proativo contribui para retardar envelhecimento neural

março de 2013
Sunny Studio-Igor Haruta/Shutterstock
Desempenhar funções atribuídas aos mais jovens pode prevenir e até mesmo reverter efeitos negativos do envelhecimento no cérebro. É o que sugere a bióloga Gro Amdam, da Universidade Estadual do Arizona, que estuda o comportamento de abelhas. Em artigo publicado no Ex­perimental Gerontology, ela relata que abelhas mais velhas que mudam de papel social aprimoram suas habilidades cognitivas. Segundo Gro, isso pode valer para os humanos.

Ela explica que, quando uma abelha envelhece, seu papel no grupo muda – ela deixa de desempenhar funções fora da colmeia e passa a cuidar dos insetos que acabaram de nascer. Essa transição é marcada por um leve declínio das habilidades físicas e cognitivas. No entanto, em um experimento no qual retirou os filhotes da colmeia e obrigou as “abelhas babás” a ficarem do lado de fora, Gro descobriu algo inusitado: a maioria das abelhas idosas se revelou capaz de realizar tarefas de forma semelhante às adultas jovens.

A regressão da perda cognitiva foi mais expressiva em insetos que apresentavam no cérebro maiores níveis do antioxidante PRX6, proteína existente em humanos que alguns cientistas consideram associada à proteção contra doenças neurodegenerativas. A teoria de Gro é que reassumir comportamentos tidos como exclusivos dos mais jovens pode aumentar a quantidade do antioxidante e manter o cérebro saudável por mais tempo. 

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