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Há décadas o lítio tem ajudado a garantir alívio para pacientes com transtorno bipolar. Porém, o motivo pelo qual a medicação e não faz efeito em pelo menos metade dos usuários, ainda é um mistério

julho de 2017
Da redação
SHUTTERSTOCK

Há décadas o lítio tem ajudado a garantir alívio para pacientes com transtorno bipolar. Apesar de ser considerada a intervenção-padrão para a doença, a razão pela qual funciona para parte das pessoas que recebem a medicação e não faz efeito em pelo menos metade dos usuários permanece em grande parte um mistério. Descobertas recentes, porém, sugerem que um mecanismo hormonal pode fornecer explicações. 

Em pesquisa publicada no periódico Journal of Neuroscience Molecular, cientistas de várias universidades expandiram trabalhos anteriores para investigar o papel do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF1) na sensibilidade ao lítio. Um artigo assinado por alguns dos autores desse novo estudo encontrou níveis mais altos do hormônio nas células sanguíneas dos pacientes com o distúrbio bipolar que respondiam ao tratamento com o metal, em comparação com aqueles que não sentiam efeito. Nessa pesquisa, os cientistas testaram os efeitos da administração do IGF1 no sangue desses mesmos voluntários. 

Adicionar o hormônio aumentou a sensibilidade ao lítio apenas nas células de quem não respondia ao tratamento, o que “prova que de fato o IGF1 está fortemente implicado na determinação da resposta clínica ou na resistência ao metal”, afirma a bióloga molecular Elena Milanesi, pós-doutoranda da Faculdade de Medicina Sackler, da Universidade de Tel-Aviv. O IGF1 sintético humano já está aprovado para uso em pessoas com outros tipos de doenças, mas ela ressalta, porém, que ainda serão necessárias mais pesquisas para discernir as possibilidades de tratamento, incluindo o uso suplementar do hormônio ou de uma droga de ação similar em pacientes resistentes ao lítio. 

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de julho de Mente e Cérebro, disponível em:

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