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Novidades sobre o cérebro de Einstein

maio de 2009
Biblioteca do Congresso, Washington (imagem home)
Os estudos sobre o cérebro de Albert Einstein (1979-1955) não desvendaram, como muitos esperavam, a anatomia da genialidade. Pelo contrário. Saber que o órgão pensante do cientista pesava pouco menos que a média do cérebro de um homem adulto e tinha o córtex mais fino, porém com maior densidade de neurônios, só intrigou ainda mais os neurocientistas.

Agora um grupo de paleontologistas da Universidade da Flórida identificou mais uma peça desse quebra-cabeça. Paleontologistas? Sim, e acostumados a analisar cérebros antigos e nas mais adversas condições. Vale lembrar que o cérebro de Einstein há tempos não é mais um órgão intacto. Os pesquisadores usaram técnicas paleoantropológicas para analisar fotografias dele, tiradas antes de ter sido literalmente retalhado. Assim conseguiram identificar alterações que até então passaram despercebidas pelos neurocientistas.

Os resultados indicam características incomuns no córtex somatosensorial primário e no córtex motor. “É possível que esses aspectos atípicos do cérebro de Einstein expliquem a dificuldade que ele teve na aquisição de linguagem (só superada depois dos três anos), sua facilidade para formar imagens mentais e sua habilidade precoce para o violino”, escreveram os autores. O estudo será publicado em breve na revista Frontiers in Evolutionary Neuroscience, mas uma versão preliminar já está disponível para consulta pública no link: http://tinyurl.com/c5okbv.