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O erotismo implícito

junho de 2009
Divulgação
Em uma propriedade rural na Inglaterra a jovem Constance vive uma rotina monótona com seu marido, Clifford Chatterley, um tenente que ficou paraplégico na Primeira Guerra. Ao conhecer Parkin, o guarda-caça da propriedade, passa a viver um relacionamento explosivo e libertador, encontrando caminho para a realização de desejos nunca experimentados. Este é o mote do drama O Amante de Lady Chatterley (foto), censurado nos anos 20 na Europa e nos Estados Unidos por seu teor erótico. O livro teve cinco transposições para o cinema com base em adaptações; no palco, é encenado pela primeira vez em São Paulo, com direção do crítico Rubens Ewald Filho.

O texto, de Germano Pereira, produzido a partir do original de D. H. Lawrence, traz uma particularidade: cenas em que o próprio autor inglês defende sua criação diante dos tribunais. Embora o teor seja extremamente sensual, o trabalho de Ewald Filho foge da gratuidade da nudez que ronda os tablados. “A intenção é fazer um espetáculo erótico, sem tirar a roupa de ninguém. A proposta é seduzir pela palavra, pela ação, pela poesia, pela encenação”, afirma o diretor.