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O papel do hormônio do stress na síndrome de Asperger

abril de 2009
© Yulia Podlesnova/ iStockphoto
Necessidade de rotina e resistência a mudanças são características que parecem estar associadas a baixos níveis do hormônio cortisol em crianças com síndrome de Asperger, um dos transtornos do espectro autista, segundo estudo publicado na revista Psychoneuroendocrinolgy por cientistas da Universidade de Bath, Reino Unido. Em condições normais, os pacientes apresentam um pico de secreção de cortisol, também conhecido como hormônio do stress, logo após o despertar matutino, fenômeno que aumenta o alerta e prepara o cérebro e o corpo para os acontecimentos do dia, ao longo do qual a concentração do hormônio diminui lentamente.

O estudo constatou que, nas crianças com síndrome de Asperger, não foi detectado pico de cortisol, ainda que a sua concentração também tenha caído levemente ao longo das 24 horas. “Trata-se de um estudo preliminar, mas que sugere que essa diferença no padrão de secreção de cortisol poderia explicar porque estas crianças são menos hábeis para reagir e lidar com mudanças inesperadas”, afirma o psicólogo Mark Brosnan, coordenador do estudo.

Os autores esperam que a compreensão dos sintomas da síndrome como uma resposta alterada ao stress possa ajudar a criar estratégias terapêuticas mais eficazes. Segundo eles, o passo seguinte é investigar se o mesmo fenômeno hormonal ocorre também em crianças portadoras de outros transtornos do espectro autista.