Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

O pensamento freudiano em confronto com a linguagem cinematográfica

Curso promove reflexões semanais sobre a estreita relação entre cinema e psicanálise

agosto de 2009
Imagem Freud: Museu Sigmund Freud, Viena Imagem sala de cinema: © Lorenzo Colloreta/iStockphoto Montagem: Simone Oliveira Vieira
Abordar a interface entre teorias psicanalíticas e a forma cinematográfica, por meio da reflexão é a proposta do curso Cinema & Psicanálise organizado por Luiz Fernando Gallego, psicanalista e membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. Em discussão, a "Paranóia em Buñel e Lacan", o "Voyarismo em Buñel e Hitchcock", "Freud, segundo Sartre e John Huston", entre outros temas. O curso será realizado no espaço O Crânio, no Rio de Janeiro e acontece todas as terças-feiras de agosto, às 17h, iniciando no dia 04. Inscrições e informações: (21) 3114-0171 e (21) 9763-7444.

Abaixo um resumo da programação:

04 de agosto

Origens históricas
:
•1895: Nascimento do Cinema concomitante ao nascimento da Psicanálise.
•Os primeiros filmes. Lumière e Meliés: da “chegada do trem na estação” a “viagem à Lua” sincronizadas.

O filme é um sonho coletivo?
•A teoria dos sonhos em Freud e a linguagem cinematográfica básica. Sonho, devaneio, fantasias.
•Noções básicas da construção forma do sonho manifesto: condensações, deslocamentos, metáforas e metonímias; considerações de representabilidade visual na construção dos sonhos. Percepção. Representação: representação de coisa e representação de palavra.
•Recursos tradicionais da sintaxe cinematográfica: fusão, corte, edição; montagem paralela. Idéias em imagens. Narrativa visual.
11 de agosto
O sonho é silencioso e o cinema silencioso também era:
•1926: O primeiro "filme psicanalítico": Segredos de uma Alma” de Pabst. Uma história de encontros e desencontros.
•O “caso” do filme: Insatisfação de Freud com o Cinema (e com a Música).
•Oposições entre Cinema e Psicanálise: O edifício da psicanálise foi construído sobre as ruínas do templo da imagem onírica?
•O cinema falado é o grande culpado? Ou o “tratamento pela palavra” não pode ser visualizado?
•A sessão psicanalítica na tela: como a fala seria possível em imagens?
•Surrrealismo e Psicanálise. O surrealismo de Buñuel e Dali: O Cão Andaluz.

O desejo em psicanálise e o “amour fou” no surrealismo: L’Âge d’Or.
•Inconsciente é representável na tela?
•Buñuel e o charme discreto dos sonhos dentro dos sonhos.
•Buñuel e a Paranóia: “O Alucinado” serve para Lacan dar aula sobre o tema.
•Buñuel e o crime na fantasia: ‘ensaios de uns crimes’

18 de agosto
A realidade psíquica é uma ficção?

•A ficção é uma ficção? (E o documentário documenta?)
•A ficção pode ser mais real do que o documentário?

Hitchcock e o Voyeurismo:
•Da poltrona do cinema lançamos um olhar através da janela indiscreta que é a tela?
•Hitch: Necrofilia ou luto patológico em “Um Corpo que Cai”?
•Hitch à procura do “Trauma”: quando fala o coração de Marnie? Novamente Dalí.

25 de agosto

O cinema é a invenção de Morel (romance de Bioy Casares)?
• Em busca do tempo perdido: do Rosebud de Orson Welles, até a Hiroshima e Mariembad de Alain Resnais.

Freud representado no cinema: de Sartre a John Huston, de Anna Freud a Marylin Monroe – a histeria.
•Apêndice: o psicanalista na tela: de herói-detetive a criminoso mais ou menos abjeto – a mesma trajetória de Édipo?