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Ondas cerebrais de alta frequência garantem noites mais tranquilas

Fusos do sono são responsáveis por permanecermos adormecidos mesmo em locais barulhentos

março de 2011
© lasse kristensen/shutterstock
Algumas pessoas dormem tão profundamente que não conseguem acordar nem com o despertador. Outras sofrem com o sono leve, despertando com qualquer ruído. Na tentativa de entender essa diferença, o neurologista Jeffrey Ellenbogen, da Universidade Harvard, descobriu que o ato de dormir mesmo com barulho está relacionado a ondas cerebrais. Trabalhos anteriores haviam mostrado que, quando as pessoas dormem, o tálamo – uma estrutura que conecta as áreas superiores do pensamento com imagens e sons – produz ondas cerebrais curtas e de alta frequência chamadas fusos do sono. Em sua pesquisa, Ellenbogen levantou a hipótese de que essas ondas bloqueavam os sons do ambiente enquanto as pessoas dormiam. O cientista e integrantes de sua equipe acompanharam 12 voluntários saudáveis durante três noites enquanto dormiam em um laboratório do sono. Na primeira noite, mediram a atividade do sono enquanto os participantes dormiam sozinhos em quartos silenciosos. Na segunda e terceira noites, bombardearam-nos com gravações de barulhos como a descarga do vaso sanitário, telefones tocando e pessoas conversando. Os ruídos eram repetidos cada vez mais alto, até que a pessoa acordasse. E retomados assim que ela adormecia.


Os cientistas descobriram que quanto maiores são os fusos do sono mais há chances de alguém permanecer adormecido, apesar do som. Comparados com os que apresentaram poucos fusos na primeira noite, os que produziram muitos tinham de ser expostos a barulhos cada vez mais altos para acordar. Como essa produção diminui com a idade, a descoberta pode explicar por que as pessoas mais velhas frequentemente sofrem de insônia.