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Opostos que nos aproximam

Livros infantis sobre os grandes opostos psicológicos e filosóficos buscam mostrar formas múltiplas de ver o mundo

novembro de 2014
Gláucia Leal
Sandra Jávera/Divulgação

Isso ou aquilo? De um jeito ou de outro? Mesmo sem perceber, a gente se faz essas perguntas várias vezes ao longo do dia e, com base nas características que detectamos e nas conclusões às quais chegamos, tendemos a dividir o mundo em categorias. Assim, avaliamos, classificamos – e rotulamos – situações e pessoas. E não há nada errado com esses processos, desde que não se tornem prisões mentais. Dois lançamentos da Autêntica convidam a pensar sobre essas ideias que construímos. Em O livro dos grandes opostos psicológicos, são apresentadas formas de ser como complicado e simples, idealista e realista, sensorial e racional, expansivo e discreto, sincero e dissimulado, inquieto e tranquilo.

Embora à primeira vista os conceitos apareçam, por vezes, simplistas, basta virar a página para descobrir que nada é tão óbvio. Por mais “adequado” que algo se mostre, sempre há desafios a serem vencidos. E as diferenças entre maneiras predominantes de se relacionar consigo mesmo e com o mundo talvez nem sejam assim “tão diversas”, já que ninguém é só uma coisa ou outra – e, se é isso que aparenta, vale uma ponta de desconfiança. O doutor em filosofia e educador francês Oscar Brenifier, responsável pelo texto, avisa logo no início: “Por mais diferentes ou perturbadoras que certas pessoas pareçam, sempre há um pouco da gente nos outros”. Segundo ele, a proposta é que a obra funcione como uma espécie de espelho, convidando o leitor a pensar sobre “aquilo que unifica os seres humanos e sobre o que há de específico e imutável no que define cada um de nós”.

Da mesma coleção – também escrito por Brenifier e ilustrado com as simpáticas e criativas imagens de Jacques Després –, O livro dos grandes opostos filosóficos propõe reflexões sobre razão e paixão, causa e efeito, corpo e espírito, objetivo e subjetivo, eu e o outro. Um material precioso para gente de todas as idades considerar contrários, similaridades, contradições e complementariedades.

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