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Otimistas se protegem menos contra acidentes e doenças

Pessoas com perspectivas muito positivas sobre o futuro se consideram menos vulneráveis a experiências negativas

julho de 2012
© ARMAN ZHENIKEYEV/SHUTTERSTOCK
Tendemos a imaginar que o futuro será melhor do que hoje e a subestimar as chances de passar por situações ruins. Alguns cientistas acreditam que esse funcionamento é um processo adaptativo que nos permite resistir a frustrações e mudanças negativas. Agora, um estudo publicado na Nature Neuroscience sugere que a linha entre o otimismo que nos prepara para enfrentar o futuro e o que oferece riscos é tênue – segundo pesquisadores da Universidade College de Londres, pessoas com perspectivas muito positivas sobre o dia de amanhã se consideram menos vulneráveis a sofrer acidentes e a contrair doenças. E justamente por isso se protegem menos.

A neurocientista Tali Sharot pediu a 19 universitários entre 19 e 27 anos que estimassem as chances de enfrentar 80 fatalidades ao longo da vida, como desenvolver doenças ou ser vítima de crime. Em seguida, Tali revelou a probabilidade média real de cada um, calculada com base em questionários que avaliavam seus hábitos, histórico familiar e comportamentos de risco. Depois, solicitou que repetissem o exercício.

Segundo Tali, os que previram riscos mais altos que o real prestaram mais atenção na exposição dos resultados e responderam de forma realista na segunda vez. Já os voluntários que subestimaram as probabilidades mantiveram as expectativas ao refazer o exercício ou fizeram correções menos expressivas. “Os mais otimistas continuaram a acreditar que ao menos eles podem escapar da má sorte”, diz.