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Para consumidor, vinho vale quanto custa

março de 2008
©USA/SHUTTERSTOCK
PREÇOS ALTOS ativaram mais intensamente área cerebral ligada ao prazer
Não importa a safra das uvas, nem o buquê ou tantos outros detalhes que caracterizam um bom vinho. Para consumidores não familiarizados com a bebida de Baco, sua qualidade tem mais a ver com o preço da garrafa do que com a qualidade do líquido que há dentro dela. Essa é a conclusão de um estudo feito na Universidade Stanford.

Participaram da pesquisa 11 estudantes universitários que diziam gostar de beber vinho tinto ocasionalmente. Foram apresentados a eles cinco tipos de cabernet sauvignons, identificados pelo preço (na verdade, foram usados apenas três; dois deles foram oferecidos duplamente).

O vinho mais caro “custava”, em moeda fictícia, $ 90; o mais barato, $ 10. O cérebro de cada um foi monitorado por ressonância magnética funcional para medir a atividade de uma região conhecida como córtex orbitofrontal medial (COFM), que é ativado quando a pessoa passa por experiências prazerosas.

Os resultados mostraram que quanto mais alto o preço do produto, maior foi a atividade do COFM. Os autores esperam que a experiência e, quem sabe, a ajuda dos enófilos mudem esses dados, considerando que os participantes são jovens amadores no ramo. “Se o estudo tivesse sido feito com profissionais do vinho, os resultados seriam os mesmos?”, perguntam-se os autores. Novos estudos devem responder à questão.