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Para rir das próprias compulsões

agosto de 2008
©PIU DIP/DIVULGAÇÃO
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) não tem graça nenhuma para quem vive o drama da patologia. Mas quando os sintomas estereotipados são apresentados, no palco, com bom humor, fica fácil para qualquer pessoa (mesmo as que se consideram mais saudáveis) se identificar com um ou outro comportamento compulsivo (as chamadas “manias” no senso comum) -e, com um pouco de sensibilidade, reconhecer que aquilo que pode ser motivo de graça é também uma doença mental grave capaz de levar à incapacitação. Na comédia TOC TOC, em cartaz até 31 de agosto na sala Rubens Sverner, do Teatro Cultura Artística, o tema faz rir. E pensar. Certamente não é por acaso que o tema atrai tantos interessados. Desde a estréia do espetáculo, em maio, 9 mil pessoas já assistiram à peça dirigida por Alexandre Reinecke.

Na história, dr. Stern é um conceituado médico especializado no tratamento do distúrbio. É na sala de espera de seu consultório que seis pacientes se encontram e apresentam uma espécie de amostra das manifestações comportamentais mais freqüentes do transtorno: Branca (Marcia Cabrita) tem fixação em limpeza; Maria (Ângela Barros), religiosa, acha sempre que esqueceu portas destrancadas, as luzes acesas e o gás aberto; Lili (Flávia Garrafa) repete gestos e palavras; para Bob (Sérgio Guizé) os objetos devem estar milimetricamente arrumados, qualquer falha na simetria provoca nele extrema angústia; Vicente (Marat Descartes) não consegue parar de fazer contas; e Fred (Riba Carlovich) sofre de uma variação do TOC, a síndrome de Tourette, que o faz dizer palavras obscenas constantemente.