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Paternidade moderna

A partir da imersão no contexto de homens pais, O processo identitário investiga a participação paterna na criação dos filhos

agosto de 2014
Divulgação
O que significa ser pai na sociedade atual? Quais os impactos da paternidade moderna sobre a identidade do homem? O processo identitário: uma visão fenomenológica a partir da narrativa de homens pais investiga os modos de participação paterna na criação dos filhos a partir de uma imersão no contexto desses pais.

Partindo de encontros em grupo, o autor apresenta o discurso dos participantes, analisando a concepção de que a narrativa reorganiza significados para o próprio narrador. Os pais se mostram preocupados em definir sua posição na família, e suas falas denotam a manutenção de um lugar de poder do pai em relação à família.

São pais que dizem não, mas sofrem, pois carregam consigo a marca da severidade. A obra estuda as contradições que se formam entre os ideais construídos socialmente sobre o que é ser pai e os sentidos que surgem na experiência, explorando a perspectiva de que a identidade do pai se forma no dia a dia, à medida que o homem se permite essa vivência, esse “devir”.

Por muito tempo, o papel do homem no contexto familiar foi pouco estudado. Novas pesquisas, porém, mostram que só o fato de sentir com frequência o cheiro do pai pode trazer transformações físicas e psíquicas para filhas mulheres. Você pode saber mais sobre isso em "Cadê o papai?", na Mente e Cérebro n. 259.

O processo identitário: uma visão fenomenológica a partir da narrativa de homens pais. Gilberto Barreiros. Casa do Psicólogo, 2014. 240 págs. R$ 62,00.