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Peça itinerante aborda relações (literamente) líquidas

Em cartaz no Rio, Fala comigo e me deixa ouvir questiona fragilidade dos vínculos na atualidade

agosto de 2014
Dalton Valério/Divulgação
A água é referência constante: público acompanha as discussões de casal de atores em diferentes ambientes de uma casa
Na peça itinerante Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir, montagem do grupo os Dezequilibrados, o público percorre vários cômodos da Casa da Glória, acompanhando as discussões do casal interpretado por Ângela Câmara e Saulo Rodrigues. Eles não conseguem mais conversar sem brigas, mas também não se decidem pela separação. Os diálogos acontecem no quarto, cozinha e jardim. A água – evocada pela chuva cênica e por cenas dentro da piscina – é referência ao conceito de liquidez do pensador Zygmunt Bauman: vivemos em um mundo marcado pela fragilidade das instituições e das relações. Nesse último caso, está implícita a ideia de que laços amorosos, não mais fixos como no passado, duram apenas enquanto nos identificamos com o outro.

Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir. Casa da Glória. Ladeira da Glória, 98, Glória, Rio de Janeiro. Sábados e domingos, às 14h e às 16h (duas sessões por dia). No caso de chuva, serão distribuídos guarda-chuvas e capas. Informações: (21) 3259–3554. R$ 30. Até 17 de agosto.

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