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Pensar que tempo é dinheiro boicota as horas de lazer

Pessoas muito preocupadas com o salário podem se tornar mais insatisfeitas 

agosto de 2012
© Aispix By Image Source/Shutterstock
Tratar o tempo como mercadoria nos ajuda a desfrutá-lo melhor? Um estudo publicado no Journal of Experimental Social Psychology revela que não. Pesquisadores da Universidade de Toronto pediram a voluntários que calculassem quanto ganhavam por hora de trabalho antes de autorizá-los a navegar na internet por alguns minutos ou ouvir música até que fossem avisados de que o experimento tinha acabado. 

“Ao entrevistá-los depois do teste, observamos que ficaram mais impacientes e insatisfeitos em passar tempo fazendo o que bem entendessem do que voluntários que não calcularam seus ganhos”, diz Sanford DeVoe, um dos autores do estudo. Segundo ele, a máxima “tempo é dinheiro”, eternizada pelo pensador Benjamin Franklin, pode até incentivar a produtividade, mas é aconselhável se esquecer dela pelo menos quando estivermos de folga.