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Notícias |
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| 20 de março de 2008 |
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| Perigosas delícias |
| Jornada em São Paulo discute a relação entre a indústria alimentícia e a obesidade infantil – e propõe restrições para a propaganda de alimentos |
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[continuação]
A criança é mais vulnerável ao ataque da propaganda em que super-heróis e personagens de desenhos animados não raro são porta-vozes de “bombas alimentícias”, atribuindo “poderes especiais” ao consumidor de um produto. Alimentos com altos teores de gordura, açúcar, sódio e sal, com poucas fibras e nutrientes, são anunciados como opções saudáveis e “divertidas”. Pesquisas com alimentos direcionados ao público infantil, feitas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, identificaram incongruências. Analisando um achocolatado – que em seu rótulo inclui palavra “cereal” –, a equipe detectou a presença de menos de 3 g de fibras por 100 g de produto (quantidade recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que um produto possa ser considerado fonte de fibras), o que mostra que ele não deveria ser denominado cereal. No mesmo produto, o sódio – “vilão” dos minerais – encontra-se em alta concentração: em uma porção de ¾ de xícara, foram detectados cerca de 30% da ingestão diária recomendada.
Para debater formas de aperfeiçoar a relação entre público e propaganda, e assegurar os direitos da criança como consumidor, acontece dia 26 de março, no Teatro Marcos Lindenberg, da Unifesp (rua Botucatu, 862, São Paulo, SP) a II Jornada Propaganda de Alimentos e Obesidade na Infância e Adolescência. Serão abordados temas como a contrapropaganda ou “marketing social”; o poder da propaganda de induzir comportamentos; o papel do Estado na regulamentação da propaganda e o panorama atual das legislações internacionais relacionadas à publicidade de alimentos.
Participam do evento representantes da Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público de São Paulo, do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana e do Núcleo Interdepartamental de Segurança Alimentar e Nutricional (NISAN) da Unifesp. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas. A programação completa pode ser encontrada no link: http://proex.epm.br/eventos08/nisan/index.htm |
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