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Pesquisa sobre Parkinson revela áreas da linguagem

Estudo mostra que além de trazer prejuízos motores, distúrbio provoca alterações cognitivas

outubro de 2009
© JOHN WOODCOCK/ISTOCKPHOTO
A maioria dos estudos sobre as bases neurais da linguagem se concentra no córtex, a camada mais externa do cérebro. Mas um estudo realizado na Universidade Brown, em Providence, nos Estados Unidos, mostra que estruturas subcorticais, as mesmas que são afetadas pela doença de Parkinson, têm um papel importante na compreensão da linguagem. O distúrbio é causado pela degeneração de neurônios que transmitem impulsos por meio do neurotransmissor dopamina, em regiões conhecidas como gânglios da base. Embora o transtorno seja mais conhecido pelos prejuízos motores, alterações cognitivas, principalmente linguísticas, também ocorrem, embora sejam menos conhecidas. Estudando esses pacientes, os pesquisadores observaram que eles têm muita dificuldade para entender frases com estrutura gramatical semelhante, mas significados diferentes (por exemplo: A rainha que estava falando ao cozinheiro era gorda e A rainha que estava falando ao cozinheiro que era gordo). Segundo os autores da pesquisa publicada na revista Cortex, essas evidências abrem novas perspectivas para o estudo das bases neurais da linguagem humana.