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© Carmen Martínez /istockphoto |
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No Brasil, os programas de saúde direcionados à audição humana são baseados em dados de outros países, como os Estados Unidos, mas nem sempre condizem com a realidade brasileira. Uma pesquisa em andamento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) busca exatamente mudar este quadro. Pesquisadores estão fazendo um levantamento das condições auditivas de mil moradores da cidade mineira de Juiz de Fora. Essa iniciativa levará à formação de um banco de dados brasileiro sobre surdez.
O estudo é conduzido pela médica otorrinolaringologista Letícia Raquel Barak e é tema de sua tese de doutorado. O objetivo do trabalho é determinar a prevalência da surdez incapacitante no Brasil, visando subsidiar a elaboração de estratégias para resolução dos problemas apontados. O estudo foi o ganhador, na categoria Projetos, do 1º Prêmio Inovação Medical Services – Novos Caminhos em Saúde Pública, lançado pela Sanofi-Aventis do Brasil. Mais de 140 trabalhos participaram do concurso, nas áreas de gestão, prevenção de saúde e formação profissional. Os ganhadores foram anunciados no último dia 9 de junho.
De acordo com Letícia, o estudo traz contribuições importantes na área da saúde auditiva, pois o Brasil carece de pesquisas em epidemiologia. “Programas de saúde auditiva são realizados com base em material da Organização Mundial de Saúde (OMS) porque ainda não existem dados nacionais sobre o assunto. É necessário que outros trabalhos semelhantes sejam feitos visando entender de forma realista as condições de saúde da população e, assim, promover a alocação adequada de recursos, bem como a implantação de projetos que estejam em acordo com esta realidade”, comenta a pesquisadora, que também é professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). |