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Pesquisadores recuperam o olfato de ratos com exercícios

Descoberta pode ajudar a tratar os distúrbios olfativos que surgem em estágios avançados de Alzheimer e Parkinson

abril de 2012
© TEREZA DVORAK/SHUTTERSTOCK
Um aroma é suficiente para despertar fome, provocar desejo ou evocar memórias. O sentido do olfato foi essencial para que nossos ancestrais detectassem a aproximação de predadores e identificassem alimentos estragados e venenosos. Esse sentido decifra mensagens o tempo todo e não raro é responsável pela atração ou repulsa que sentimos por algo. Ele tende a ser menos apurado com a idade – principalmente se há doenças neurodegenerativas –, o que agrava a sensação de desorientação e isolamento.

No entanto, pesquisadores do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York desenvolveram uma sequência de exercícios que recupera o olfato em ratos. Em um experimento relatado na revista Nature Neuroscience, o neurocientista Donald Wilson conseguiu identificar, monitorando a atividade cerebral de roedores colocados em uma caixa com três orifícios de onde saíam odores diferentes, atividade reduzida do córtex piriforme (associado à percepção de cheiros por estudos anteriores), o que indicava possíveis deficiências olfativas, e treinou os roedores a distinguir odores associando-os a recompensas.

Segundo Wilson, o córtex piriforme dos ratinhos treinados passou a apresentar respostas diferentes para cada odor. Embora não haja constatação de que a capacidade de distinguir cheiros em humanos possa ser aprimorada com exercícios, a descoberta pode ajudar a entender e a tratar os distúrbios olfativos que surgem em estágios avançados de Alzheimer e Parkinson.