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Pessoas mais felizes têm menor risco de desenvolver problemas no coração

Otimismo, boa disposição e felicidade podem diminuir a probabilidade de doenças coronárias em até 50%

novembro de 2014
Peshkova/Shutterstock
Aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem por ano vítimas de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo, segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que esse número seja de 300 mil ao ano. Agora, cientistas da Universidade Harvard descobriram um excelente aliado na luta contra esse grave problema: o bem-estar psicológico.

A psicóloga Laura Kubzansky conduziu a primeira grande revisão sistemática que associou estados de humor com a saúde do coração. Ela e sua equipe analisaram mais de 200 estudos e constataram que características positivas como otimismo, boa disposição e felicidade podem ajudar a diminuir a probabilidade de desenvolver patologias coronárias em até 50%, além de retardar a progressão em quem já tem a doença, independentemente de idade, condição socioeconômica, tabagismo ou peso.

Os pesquisadores acreditam que o menor risco está associado ao estilo de vida. Os mais satisfeitos costumavam ter comportamentos mais saudáveis, como praticar exercícios, manter uma dieta equilibrada e dormir o suficiente. Além disso, suas funções biológicas funcionavam melhor – por exemplo, pressão arterial equilibrada, perfil lipídico saudável (gordura no sangue) e peso corporal adequado.

“Os resultados têm importantes implicações no manejo do tratamento. Podem ajudar a desenvolver estratégias de prevenção e intervenção mais eficazes”, diz a autora. O estudo foi publicado na Psychological Bulletin.


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