Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Pessoas mais inteligentes tendem a viver mais

Experimentos apontam relação entre resultados obtidos em testes de inteligência quando jovens e longevidade

maio de 2016
SHUTTERSTOCK

Recentemente, especialistas de áreas que nem sempre estiveram próximas têm se unido em busca de pistas que possam prever quais aspectos de fato influenciam o bem-estar e as doenças que antecipam (ou retardam) a morte. É o caso dos doutores em psicologia Alexander Weiss e Ian J. Deary e do especialista em epidemiologia David Batty. Os pesquisadores utilizam séries históricas de estudos em saúde, que abrangem várias décadas. Nesses projetos, centenas, milhares ou às vezes até 

1 milhão de pessoas são sistematicamente avaliadas e acompanhadas ao longo de vários anos. Analisando cuidadosamente esses dados, eles e outros pesquisadores descobriram uma nova forma de prever a longevidade das pessoas: os escores obtidos em testes de inteligência quando jovens. 

“Os resultados são inequívocos, embora poucos profissionais da saúde os conheçam: quanto mais baixo o nível de inteligência de uma pessoa, maior o risco de ela ter uma vida mais curta, desenvolver doenças físicas e mentais com o passar dos anos e morrer de patologias cardiovasculares, suicídio ou acidente”, afirma Deary. Obviamente não é possível fazer generalizações, mas é surpreendente que baixo nível de inteligência ofereça prognóstico tão forte de fatores de risco bem conhecidos para doenças e morte, como obesidade e hipertensão. Mas simplesmente ter boa capacidade intelectual não basta para garantir a longevidade: é preciso agir e decidir como pessoas inteligentes. E, muitas vezes, funcionamentos psíquicos e aspectos emocionais não permitem que as pessoas usem o potencial que têm a seu próprio favor. (Da redação)

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de maio de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1TzlwUW 

Leia mais:

A relação entre inteligência e percepção
Pesquisa investiga a conexão entre QI alto e capacidade de captar detalhes em uma cena

Pausa para pensar na morte
A maioria das pessoas foge do tema, mas poucos percebem que encarar a finitude ameniza a angústia e até nos torna mais conscientes de nossos limites e possibilidades