Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Poemas para brincar e aprender

Divertidas, poesias favorecem aprendizado e criatividade

abril de 2008
Gláucia Leal
DIVULGAÇÃO
O escritor José Paulo Paes tinha razão: “Poesia é brincar com palavras como se brinca com bola, papagaio e pião”. E pode ser uma forma divertida de falar de sentimentos, evocar imagens, exercitar a atenção e a criatividade – e ainda descobrir o quanto juntar sentidos, ritmos e sons é lúdico. Nos últimos anos, cada vez mais psicólogos, psicopedagogos, educadores e pais têm descoberto o potencial dos versos. E o mercado editorial, atento a esse segmento, traz novidades.

É o caso do recém-lançado Limeiriques da Cocanha, pela Companhia das Letrinhas, de Tatiana Belinky, ilustrado por Jean-Claude Alphen. Cocanha é uma terra de abundância, liberdade, ócio, prazeres absolutos e eterna juventude, uma espécie de Shangri-lá, idealizada por um anônimo poeta francês do século XIII. Belinky explora o imaginário sobre o lugar e oferece aos pequenos leitores um mundo de fantasia, onde não há “nada melhor do que não fazer nada”.

Caixinha de poesias, da ArxJovem, foi escrito quando a autora, Fernanda Monteiro Barroso de Castro, tinha entre 9 e 10 anos. Os textos ingênuos falam de temas como amor, saudade, amizade e até preocupações ecológicas, como revela “Animal”: O animal não pode sofrer/ A matança tem de parar de acontecer/ E os homens têm de aprender/ Que o animal não pode desaparecer. Outro lançamento, Circo mágico – Poemas circenses para gente pequena, média e grande, de Alexandre Brito, da Projeto Editora, “passeia” pelo universo do picadeiro, apresentando seus personagens.

E mesmo os livros que já estão no mercado há mais tempo podem trazer surpresas. Em A caligrafia de Dona Sofia, publicado pela editora Paulinas, André Neves conta a delicada história da professora aposentada que conhece os segredos, os sonhos, as sensações que as frases dos poetas despertam – e, com sua linda letra, escreve poesia por todos os cantos da casa, até não sobrar mais espaço. Ela passa então a presentear os moradores da cidade com versos de escritores da língua portuguesa: Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Cecília Meireles...