Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Por que apertamos coisas fofas?

Cérebro tende a reprimir ou dissipar com agressividade sentimentos despertados por meiguice, afirmam pesquisadores de Yale

setembro de 2013
Makieni`s Photo/Flickr RF/Getty Images
“É tão fofo que dá vontade de...” Certamente você já ouviualguém dizer essa frase diante de um meigo filhote ou um bebê de bochechas rosadas. Não raro a sentença termina com alguma dessas palavras: morder, apertar, beliscar. A explicação para esse comportamento, segundo estudo da Universidade Yale, é que, por vezes, “a fofura é tanta que o cérebro simplesmente não resiste” – e manifesta isso em forma de agressividade.

Inspiradas nas fotografias de filhotes de gato e cachorro que costumam circular pelas redes sociais, as pesquisadoras Rebecca Dyer e Oriana Aragon apresentaram a voluntaries uma série de slides com imagens de bichinhos extremamente fofos. Um segundo grupo viu fotos de animais com expressões engraçadas e um terceiro, de bichos “neutros”. Todos os participantes assistiam à apresentação segurando um pedaço de plástico bolha – que podiam, conforme foram informados, apertar o quanto quisessem. A quantidade de bolinhas estouradas seria um reflexo, presumiram as autoras, do desejo de apertar os animais das imagens.

Como esperado, os que viram a série de filhotes arrebentaram muito mais bolhas. De acordo com Rebecca, a “agressão fofa”, como elas chamam esse tipo de reação, não significa que há intenção de causar dor em quem desperta fofura. Pelo contrário, o desejo de estreitar com força pode ser uma expressão de sentimentos de proteção ou mesmo, sugere, uma forma de o cérebro reprimir ou dissipar sentimentos excessivos de ternura e felicidade. Atualmente, outros grupos de pesquisa de Yale buscam descobrir as origens do impulso de esmagar e apertar.

Leia mais:

Um jeito de sentir

Ver fotos de bichinhos fofos aumenta concentração