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Por que massagem provoca prazer

Grupo de células reage à pressão leve e direcionada e corresponde a apenas 2% dos neurônios periféricos do corpo

julho de 2013
Pressmaster/Shutterstock
Uma fricção firme, mas sem ser dolorosa – é o que ativa certo grupo de células neurais, que têm em sua superfície a proteína MrgprB4. São elas que transmitem a sensação agradável da massagem, pelo menos em ratos, de acordo com cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). “Elas reagem à pressão leve e direcionada, mas não a beliscões, cutucões ou mesmo afagos”, diz o neurocientista David Anderson, coordenador do grupo que pesquisa essas células sensoriais. Relativamente escassas, elas correspondem a apenas 2% dos neurônios periféricos do corpo que respondem a estímulos externos, mas parecem cobrir metade da superfície da pele, com terminações nervosas longas e ramificadas. Segundo artigo publicado na Nature Neuroscience, embora os neurônios relacionados à dor sejam intensamente estudados, é a primeira vez que se identifica um tipo de célula sensorial especificamente associado ao prazer. 

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