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Por que os tratamentos contra o Alzheimer falham?

Medicamentos para combater substancialmente a doença ainda não existem no mercado; conheça as drogas que vem sendo estudadas

maio de 2014
Simon Fraser/SPL/Latinstock
Placas de beta-amiloide em um cérebro com demência
Qualquer droga que retarde substancialmente ou faça cessar a doença de Alzheimer terá sucesso estrondoso de imediato. Talvez ultrapasse as vendas de Prozac ou Lipitor. No entanto, não há droga alguma assim no mercado, porque pesquisadores ainda tentam entender como alterar mecanismos subjacentes por meio dos quais a doença causa demência.
Drogas que impedem o acúmulo de amiloides ilustram bem esse caso: várias drogas possíveis, em diversos estágios de teste, supostamente inibem acumulação de amiloides ou estimulam sua eliminação.

No entanto, várias drogas antiamiloides testadas em experimentos clínicos falharam. (A tabela abaixo elenca as principais classes de drogas anti-Alzheimer em desenvolvimento.) Alguns pesquisadores questionam se não foi posta muito pouca ênfase na interferência com outros processos que contribuem para a moléstia. Entre os 100 ou mais agentes em desenvolvimento estão drogas com algumas perspectivas que têm como alvo a proteína tau que danifica células. 

Algumas têm o objetivo de conter inflamações, alavancar o funcionamento das mitocôndrias, elevar os níveis cerebrais de insulina ou proporcionar outras formas de proteção para os neurônios. Um dos fracassos mais notórios no gênero foi o do Dimebon, droga que não tinha amiloide como alvo. Da mesma forma que com o câncer e o HIV, provavelmente será necessário combinar vários desses agentes para retardar ou conter a doença de Alzheimer
Saiba mais em nosso Especial Alzheimer, na Mente e Cérebro n. 256, Sonhos para prever o futuro, já nas bancas

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