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Por que salas de ginástica têm espelhos (e qual a relação com seu cérebro)?

Efeito pode estar atrelado a nossas origens evolutivas, desencadeando impulsos motores ao observarmos o movimento alheio

agosto de 2014
Shutterstock
Você já se perguntou por que há espelhos nas salas de ginástica e dança da maioria das academias? Certamente o efeito não é apenas estético ou técnico (uma vez que o recurso ajuda a corrigir os próprios erros). Um estudo desenvolvido na Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, reforça a ideia de que observar movimentos feitos por outras pessoas desencadeiam impulsos motores em nós mesmos.

Sob a óptica da psicologia evolucionista isso faz sentido: se um homem pré-histórico via outros correrem, era aconselhável imitá-los sem parar para pensar, pois provavelmente havia um perigo em algum lugar – e fugir era a providência mais urgente a ser tomada. Por outro lado, não haveria praticamente nenhum prejuízo à própria sobrevivência se, por fim, a situação se revelasse inofensiva.

Hoje, obviamente, já não precisamos fugir de feras, mas nosso cérebro mantém dispositivos que ainda respondem como no passado. Isso talvez ajude a explicar por que os exercícios parecem render mais para a maioria das pes­soas quando são feitos em grupo.

Você pode ler mais sobre os assunto nas edições especiais de Mente e Cérebro, Cérebro em movimento 1 e 2, disponíveis na Loja Segmento.