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Praticantes de sexo casual têm maior tendência à depressão e ansiedade

Estudo com 4 mil universitários relaciona esse comportamento a menor autoestima e menos satisfação com a vida

julho de 2014
Shutterstock
Duas pessoas desconhecidas trocam olhares num bar e iniciam uma conversa. Depois de apenas algumas bebidas e risadas, decidem dormir juntos. Agindo assim, muitos sentem a confiança renovada; outros, profundo arrependimento. O cotidiano está repleto de cenas como essa. Mas, afinal, sexo casual é psicologicamente saudável?

Pesquisas recentes apontam que aproximadamente 75% dos norte-americanos e europeus começam a vida sexual antes dos 20 anos, muito antes de se engajar num relacionamento de longo prazo. Psicólogos se referem ao período entre os 18 e 25 como “idade adulta emergente”, uma época em que, geralmente, percebemos as inúmeras possibilidades que a vida oferece e experimentamos maior liberdade social. Isso favorece o comportamento de manter múltiplos parceiros sexuais.

Para investigar a questão, a psicóloga Melina Bersamin, da Universidade do Estado da Califórnia, liderou um estudo em que entrevistou 4 mil universitários heterossexuais de ambos os sexos e de diferentes etnias sobre suas experiências sexuais casuais recentes (nos últimos 30 dias, com alguém que haviam conhecido havia uma semana ou menos). Em média, 11% admitiram praticar sexo casual: 18,6% dos homens e 7,4% das mulheres. Curiosamente, quando os pesquisadores exploraram o bem-estar desse grupo, observaram mais estresse, menor autoestima e menos satisfação com a vida. Além disso, maior tendência à depressão e ansiedade, segundo publicado no Journal of Sex Research.

Os pesquisadores ainda não conseguiram determinar se o sexo casual leva ao sofrimento psicológico ou se pessoas com histórico de dificuldades emocionais apresentam esse comportamento. Os resultados preliminares, porém, abrem portas para futuras pesquisas sobre relações causais entre hábitos sexuais e saúde mental.

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