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Produção social da loucura

Em O dia em que Sam morreu, cinco personagens têm o mesmo nome, mas representam poderes diversos na sociedade: a justiça, o sexo, a arte, e a violência

novembro de 2014
Gabriel Monteiro
Um médico, uma juíza, uma prostituta, um palhaço com Alzheimer, um jovem armado que invade um hospital – todos apelidados de Sam. Montagem do Armazém Companhia de Teatro, O dia em que Sam morreu traz personagens que representam poderes em nossa sociedade: o domínio dos corpos, a justiça, o sexo, a arte, a violência.

Na tentativa de protestar contra o sistema, o idealista Samuel faz reféns em um hospital. O texto trata do envolvimento dos vários Sam com esse episódio e seu posicionamento ético. O cirurgião-chefe, símbolo de status no sistema que o jovem questiona, é dependente de remédios psiquiátricos e busca o sucesso profissional além de qualquer limite ético.

No saguão do hospital, uma garota de programa está às voltas com o pai com Alzheimer, um antigo palhaço que parece reviver seus velhos tempos. Alguém é morto. E a juíza Samantha deve julgar a situação. Seria o desatino do réu produto da sociedade em que vivemos?

O dia em que Sam morreu. Teatro Anchieta. Sesc Consolação. Rua Dr. Vila Nova, 245. Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h. Informações: (11) 3234-3043. R$ 40. Até 30 de novembro.

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