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Projeções de Laurie Anderson

Mostra junta o aspecto conceitual com a capacidade de criar experiências sensoriais marcantes

dezembro de 2010
imagens: divulgação
Imagine a sensação de ouvir o som da vibração de seus próprios ossos. Essa é a proposta da obra Handphone table(foto abaixo) criada pela americana Laurie Anderson em 1970 e reconstruída por ela para a exposição I in u – Eu em tu, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. A obra propõe que o visitante ouça histórias transmitidas pela sonoridade dos ossos do próprio braço em contato com a mesa. Já sentado, o visitante tapa os ouvidos e sente a voz de Laurie “caminhando” em seu corpo.


Considerada uma das precursoras da arte multimídia, a artista exibe 31 obras que ocupam todos os andares do CCBB. As peças incluem instalações, fotografias, desenhos, vídeos, músicas, documentações de performances e 19 filmes. Segundo o curador Marcello Dantas, o objetivo da mostra é juntar o aspecto conceitual da obra de Laurie a sua capacidade de criar experiências sensorialmente fortes e inesquecíveis.
imagens: divulgação
No cofre do subsolo, por exemplo, há uma microprojeção. Nela a imagem de uma “mini-Laurie” reflete sobre o cotidiano com um vídeo que resgata memórias sobre psicanálise. A instalação Delusion, que está no segundo andar, combina violino, manipulação eletrônica de fantoches, música e elementos visuais para contar uma história sobre desejo, memória e identidade. No último piso estão as peças tridimensionais como Talking pillow, um travesseiro que revela os sonhos, e Wind book, um livro que vira as páginas sozinho, mas que ninguém consegue ler. Há também Listening wall, uma obra interativa em que o público se recosta sobre a parede para escutar o ela diz. Em março de 2011 a mostra segue para o CCBB do Rio de Janeiro.