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Projeto ajuda mulheres a descobrir prazer sexual

Ambulatóro da Unifesp oferece métodos de relaxamento e exercícios que fortalecem a musculatura

dezembro de 2012
Vaclav Taus/Shutterstock
Nos consultórios de ginecologia, uma das queixas mais frequentes é a ausência de prazer ou dificuldade de senti-lo nas relações sexuais. Estudo da Secretaria de Estado da Saúde no Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), do Hospital Estadual Pérola Byington, em São Paulo, mostra que, em média, uma em cada cinco mulheres não chega ao orgasmo. Segundo a pesquisa, a maioria dos distúrbios sexuais, mais de 90%, tem origem psicológica, associada a valores sociais ou culturais. Vergonha de olhar e tocar o próprio corpo, falta de diálogo com o parceiro ou de informações sobre o que é orgasmo são algumas situações relacionadas à falta de prazer. 

Criado pelo Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Projeto Afrodite orienta mulheres com vida sexual ativa sobre formas de conhecer o corpo, reconhecer sua sensualidade e obter prazer. As participantes assistem a palestras quinzenais com psicólogos, médicos e fisioterapeutas no Ambulatório de Sexualidade da Unifesp.  No local, são oferecidas intervenções como métodos de relaxamento e treino respiratório e exercícios que aumentam a consciência corporal e fortalecem a musculatura do períneo. O projeto também encaminha pacientes com distúrbios, como vaginismo – contração dos músculos da vagina que impede a penetração do pênis e causa dor durante o ato sexual – para tratamento específico. O Ambulatório de Sexualidade da Unifesp fica na Rua Embaú, 66, na Vila Clementino, em São Paulo. Para mais informações: (11) 5549-6174.